três séries que precisam de ver
outubro 13, 2017Not gonna lie: qualquer altura é boa para ver uma série de uma ponta à outra. Padrão de sono regular? Screw it. Produtividade? O que é isso? Quando a série é boa, é praticamente impossível resistir. Felizmente, a nova tendência é produzir minisséries o que me devolve horas de sono e me deixa mais tempo livre
Uma mulher aparentemente "normal" comete um homicídio e desconhecemos os seus motivos. É esta a premissa. Não queremos saber quem foi ou como o fez. A razão pela qual continuamos a meter o próximo episódio, é porque queremos saber porque é que Cora Tannetti (Jessica Biel) o fez. Em oito episódios, navegamos entre as memórias verdadeiras, falsas e confusas da protagonista até chegarmos a um desfecho. Há muito para dizer, mas não vou spoilar. Afinal, que tipo de maratona seria se já soubessem o fim? Se/quando virem, falamos mais sobre o assunto.
2. Big Little Lies
Bem dito o dia em que esta série ganhou Emmys! Sabia que existia, mas assim que vi a quantidade de estatuetas que conquistou soube que tinha de ver. E foi isso que fiz. Sabemos que alguém morreu, sabemos que foi um homicídio e só depois conhecemos as três protagonistas - as três mães de crianças prestes a começar o primeiro ano. Vamos caminhando entre eventos passados vistos do ponto de vista de cada mulher e entrevistas a personagens secundárias que testemunham relativamente ao homicídio. Isto permite-nos ter duas perspectivas: a de cada mulher e as daqueles que as rodeiam. E apesar de as protagonistas estarem claramente definidas, há mais mulheres nesta história a quem prestar atenção e que acabam por ganhar também relevo. O que podia ser só a história de um homicídio, torna-se numa história sobre aparências e jogos de poder sociais. E não fica por aí, mas dizer mais seria dar spoilers. Todos os elementos estão encadeados de forma a querermos mais! Vejam, vejam, vejam! Não se vão arrepender e é possível acabarem em lágrimas - não confirmo, nem nego a existência de um vídeo em que choro baba e ranho enquanto vejo o último episódio....
3. The Handmaid's Tale
Tanto para dizer... tão pouco tempo. Um futuro distópico, em que uma ditadura teocrática, - meaning: obedece a certas normas religiosas. thanks, Wikipedia - em que as mulheres são forçadas a viver como concubinas. Disclaimer: ainda não li o livro, mas conheço um pouco da obra da Margaret Atwood, ela é fenomenal e sei que tenho de ir requisitar o livro à biblioteca. Continuando... Para uma série que trata de um futuro distópico, é bastante actual e possível - o que torna tudo um pouco mais assustador e genial. The Handmaid's Tale é uma história maior que as suas personagens, mas vive delas e passa a sua mensagem de forma tão eficiente graças a elas. Torna-se difícil não nos envolver-mos emocionalmente e quando os dez episódios chegam ao fim, a história fica connosco... e precisamos de mais. A sério... Eu preciso desesperadamente de mais!
Sim, as três séries "vivem" de personagens femininas. E sim, nós precisamos disso. E não, não chega! Precisamos de mais personagens femininas. Precisamos que mais mulheres sejam representadas. Aliás, que todas as mulheres se sintam representadas! E é necessário que escrever para elas, tornar as suas narrativas cada vez mais interessantes e longe do que é cliché. Todas estas séries dão passos na direção certa e o sucesso que alcançaram (em particular as duas últimas) são a prova de que o público não só precisa... mas quer séries destas! rant over!but not really.
Da próxima vez que não tiverem nada para ver... porque não experimentarem uma destas minisséries? E se já as viram, porque não partilharem a vossa opinião comigo? Anyways, alguma série que acham que deva ver? Estou à procura do próximo binge.
Bem dito o dia em que esta série ganhou Emmys! Sabia que existia, mas assim que vi a quantidade de estatuetas que conquistou soube que tinha de ver. E foi isso que fiz. Sabemos que alguém morreu, sabemos que foi um homicídio e só depois conhecemos as três protagonistas - as três mães de crianças prestes a começar o primeiro ano. Vamos caminhando entre eventos passados vistos do ponto de vista de cada mulher e entrevistas a personagens secundárias que testemunham relativamente ao homicídio. Isto permite-nos ter duas perspectivas: a de cada mulher e as daqueles que as rodeiam. E apesar de as protagonistas estarem claramente definidas, há mais mulheres nesta história a quem prestar atenção e que acabam por ganhar também relevo. O que podia ser só a história de um homicídio, torna-se numa história sobre aparências e jogos de poder sociais. E não fica por aí, mas dizer mais seria dar spoilers. Todos os elementos estão encadeados de forma a querermos mais! Vejam, vejam, vejam! Não se vão arrepender e é possível acabarem em lágrimas - não confirmo, nem nego a existência de um vídeo em que choro baba e ranho enquanto vejo o último episódio....
3. The Handmaid's Tale
Tanto para dizer... tão pouco tempo. Um futuro distópico, em que uma ditadura teocrática, - meaning: obedece a certas normas religiosas. thanks, Wikipedia - em que as mulheres são forçadas a viver como concubinas. Disclaimer: ainda não li o livro, mas conheço um pouco da obra da Margaret Atwood, ela é fenomenal e sei que tenho de ir requisitar o livro à biblioteca. Continuando... Para uma série que trata de um futuro distópico, é bastante actual e possível - o que torna tudo um pouco mais assustador e genial. The Handmaid's Tale é uma história maior que as suas personagens, mas vive delas e passa a sua mensagem de forma tão eficiente graças a elas. Torna-se difícil não nos envolver-mos emocionalmente e quando os dez episódios chegam ao fim, a história fica connosco... e precisamos de mais. A sério... Eu preciso desesperadamente de mais!
Sim, as três séries "vivem" de personagens femininas. E sim, nós precisamos disso. E não, não chega! Precisamos de mais personagens femininas. Precisamos que mais mulheres sejam representadas. Aliás, que todas as mulheres se sintam representadas! E é necessário que escrever para elas, tornar as suas narrativas cada vez mais interessantes e longe do que é cliché. Todas estas séries dão passos na direção certa e o sucesso que alcançaram (em particular as duas últimas) são a prova de que o público não só precisa... mas quer séries destas! rant over!


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