Playlisting #2
novembro 27, 2017
O primeiro playlisting teve um tema quase por acidente. Eu gostava de dizer o mesmo sobre a sua sequela, mas as seis músicas que se seguem, não fazem absolutamente sentido nenhum na mesma playlist. Há que assumir: é isto que eu ando a ouvir on a daily basis . Estas seis músicas, algumas músicas de reputation - que omiti porque (ainda) não estão no Spotify - e Melodrama da Lorde - que nunca irei largar - são o meu sustento. Sem mais demoras: a miscelânea de músicas que me viciaram.
New York, St. Vincent
Tenho a mania de adorar músicas que façam chorar e dançar. Esta tem sido uma constante desde que a descobri. Depois de ouvir Annie Clark dissecar esta obra de arte não havia volta a dar e viciei-me outra vez - sidenote: comecei a chorar enquanto ouvia esse podcast e ainda não percebi bem porque. Quem é que consegue resistir ao uso do termo motherfucker como se se tratasse do termo mais encantador de sempre? Eu, claramente, não.
World Gone Mad, Bastille
Sinto que todas estas listas podiam ter uma música dos Bastille. Mas tenho uma boa desculpa: esta é nova. World Gone Mad é o epílogo perfeito de Wild World, o seu segundo álbum, e, enquanto fã incondicional deles, não podia estar mais satisfeita. Teria sido a banda sonora perfeita para as noites que passei acordada a ver o Brexit e o "Presidente" Trump tornarem-se uma realidade. Agora é só uma lembrança de que não fui a única a sentir-me impotente face a um desfecho.... de loucos. O que é incrivelmente reconfortante.
I Love You But I'm Lost, Tears for Fears
Só conheço Tears For Fears porque Everybody Wants To Rule The World. Esta é a primeira música que lançaram em 13 anos. E eu gosto dela! O primeiro verso é o grande responsável, especificamente: In the haze of my mind all the wires were crossed. Há algo que me agarra na letra disto, algo com que me identifico. E se formos 100% honestos, o facto de Dan Smith ter ajudado a escrever e produzir isto pode ter ajudado a incluir esta música. Such a fangirl.
Africa, Toto
Se há uma estrela neste playlisting, não me envergonho de dizer que a encontram aqui. Eu culpo Stranger Things, mas é impossível negar que esta música tem a capacidade de alterar o meu humor de forma positiva e estou-lhe grata por isso. Perdi a conta às vezes em que não me apetecia ouvir outra coisa que não isto e, quando finalmente pensei estar livre dela, voltou para me assombrar. Acho que vou ter de a ouvir imediatamente ou aquela melodia vai tomar-me conta do cérebro e não vou conseguir escrever mais nada.
Gypsy, Fleetwood Mac
Rumours é um dos melhores e mais fascinantes álbuns de sempre e a grande razão pela qual gosto de Fleetwood Mac. Quando descobri que tinha o Mirage em vinil, não hesitei em ouvi-lo. Ouvi-o toda a tarde porque é fantástico e porque encontrei esta pérola. Nada do que eu escreva fará justiça a esta música. Por isso fiquem com isto: tudo o que a Stevie Nicks faz é magia. Estou a descobrir isso aos poucos e com alguns anos de atraso, eu sei... Lightning strikes maybe once, maybe twice.
Bonus Track: Fake Happy, Paramore
Eu adoro os Paramore. Mesmo muito. After Laughter é tudo o que podia querer de um álbum deles e mais. Este álbum tem muito que se lhe diga, debaixo da sua vibe funky e fun, escondem-se letras profundas e francamente deprimentes. Podíamos passar dias a discutir After Laughter e não teríamos falado de metade. Fake Happy é um bom exemplo de tudo o que disse - e um exemplar perfeito do meu gosto por músicas me fazem chorar e dançar. E podia dizer o mesmo do videoclip que é genial e já que falamos nisso: leiam isto. Tive saudades dos Paramore e estou verdadeiramente feliz por estarem de volta!
Caso queiram ouvir estas músicas, juntei todos os meus vícios musicais numa playlist. Achei que seria engraçado revisitá-los no futuro. Apresento-vos: playlisting, a playlist. E por agora é tudo.

0 comentários