Stranger Things, uma review do Upside Down

dezembro 05, 2017


Já se passou mais de um mês e ainda não ultrapassei a segunda temporada de Stranger Things - eu avisei que este post era uma possibilidade. Sinto que venho demasiado tarde, mas não me sentiria em paz se não escrevesse isto. Para além disso, ocorreu-me que muitos ainda vivem num mundo sem Stranger Things... Deixem-me persuadi-los em três pontos e depois voltamos ao assunto inicial.

Esqueçam os rótulos. 
Nomeadamente, esqueçam que se trata de uma série de terror e ficção científica. Rótulos são úteis, mas há tipos de media que não encaixam em rótulos. Stranger Things é um desses tipos de media. Eu sei do que falo, quando a primeira temporada estreou, tive medo. Terror não é  exatamente o meu género preferido. Entretanto, sucumbi à hype ganhei coragem e vi tudo.  É intenso, mas vão sobreviver e dormir à noite.

E se o problema for "ficção científica", nada temam. Mais do que temas paranormais e criaturas sobrenaturais esta é uma série sobre....

As mais fantásticas personagens de sempre. 
A melhor ficção científica é a que se preocupa mais com as suas personagens do que com elementos sobrenaturais. É o conjunto de personagens que vive na cidade de Hawkins que faz desta série um sucesso. O grupo de miúdos numa demanda. A heroína inocente e incrivelmente poderosa. Uma mãe desesperada. Um xerife... como descrever o Hopper? Conhecemos e aprendemos a gostar de cada um deles e preocupa-mo-nos com o desfecho de cada narrativa.

Nostalgia. 
Sim, a década passa-se na década de 80. Inspira-se em clássicos de Steven Spielberg, Stephen King e John Carpenter. A banda sonora original é uma homenagem a essa era. As músicas são obviamente da época... e clássicos. A moda! Eu adoro a moda dos anos 80, por isso... fashion inspiration for days. Para além disso, é mais interessante/misterioso quando as personagens não podem simplesmente usar o google ou divulgar tudo nas redes sociais - o que ajuda quando estamos a lidar com criaturas estranhas, laboratórios shady e conspirações.

Em conclusão: prometo que não é só hype e que não se vão arrepender. Para todos aqueles que já viram as duas temporadas e ainda estão a ressacar a última... Estamos todos no mesmo barco. 

É difícil recriar a sensação de mistério da primeira temporada porque já conhecemos o universo. Mas onde não há mistério, há crescimento. As personagens e as suas relações evoluem. Sim, estou a olhar para a Eleven, para o Hopper e para o Steve. Especialmente para o Steve.  Ele era suposto ser o douchebag e tornou-se na melhor babysitter de todos os tempos and i just can't stop talking about steve. É tão bom ver uma série em que as personagens não ficam confortavelmente no mesmo sítio. E quando as novas personagens conseguem estar ao mesmo nível que as que já conhecemos? Magic.

Se me arrependo de ter visto a temporada toda em dois dias? Um pouco. Podia ter apreciado aquela  durante mais tempo e processado tudo mais devagar. Acho que sinceramente, não sou a única nesta posição. A verdade é que a história está construída de forma a que não nos seja possível parar antes de chegarmos ao nono episódio. Cada capítulo da história nos deixa entusiasmados para o próximo e isso é bom sinal. Isso é válido até para o detestado episódio sete - não tentem corromper a Eleven, please.

Vamos tirar um momento para constatar o quão bom é este elenco. Podia passar o dia a nomear o elenco todo...  Especialmente os miúdos. Contudo, vou-me limitar a um nome que todos devíamos dizer mais vezes:  Noah Schnapp. Ainda bem que encontraram o Will! Ele merece todos os prémios. Não há como contornar isso. A performance dele é de chorar - sim, a frase acaba aí.

Expectativas para a próxima temporada? Espero que explorem melhor o passado do laboratório, a Kali e outras possíveis "irmãs" delas. Que haja justiça para a mãe da Eleven! E sobretudo que as dinâmicas entre as personagens continuem a ser exploradas e isso não leve à sua ruína - a Eleven e o Hopper têm a melhor relação pai x filha e se alguém estragar isso vamos ter problemas... - Agradecia que o Steve continuasse a crescer. Porque o Steve é sem dúvida das melhores personagens que já passou pelo ecrã. E que os miúdos continuem a ser.... estranhamente bons.

E enquanto esperamos pela próxima temporada, que tal aproveitar o tempo de espera para ver o rap da Millie Bobby Brown Ou entrevistas do Joe Keery e do Gatan Matarazzo? Ou talvez um grupo Motown? Ou se forem como eu... Vão estar especialmente atentos ao meme Hopper Dancing To... - bloquearam a conta de twitter e eu estou devastada. 



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