Sim, vamos falar sobre a Taylor Swift.

novembro 14, 2017

oh, look what you made me do.
Apesar de não usar o rótulo de hardcore swiftie, sou fã da Taylor Swift. E agora que metade de vós reviraram os olhos e, possivelmente, deixaram de ler: temos de falar sobre a “nova” Taylor e de reputation. 

É impossível negar o meu entusiasmo ao ver o primeiro teaser desta nova era. Estava a usufruir da wifi de um Continente e tive de conter um som demasiado agudo - fiquem com essa imagem. Agora que Swift controlava a narrativa, seria interessante saber a versão dela sobre os acontecimentos que levaram à sua "morte"- meaning: todos os escândalos de Calvin a Kimye. Mas o primeiro single, Look What You Made Me Do, prometia algo diferente. Parecia que ela se estava apenas a aproveitar da imagem que tem e o (suposto) comentário irónico perdia-se numa cacofonia pouco coesa. 

Os dois singles que se seguiram - ...Ready For It? e Gorgeous -  não ajudaram. Comecei a temer que a velha Taylor estivesse mesmo morta e que este álbum ia ser uma desilusão monumental. Call It What You Want animou o meu espírito. Finalmente, algo honesto e simples. E uns dias depois: o álbum.

Não é um mau álbum, nem é a desilusão que podia ter sido. Pela primeira vez, ouvimos uma Taylor feliz e apaixonada - em 15 músicas, apenas uma é sobre um ex-namorado e só três abordam diretamente as suas polémicas.Começamos por encontrar uma Swift agressiva e sensual, enterrada numa produção pop elaborada. A abordagem vai suavizando até culminar com Taylor, um piano e o dia de ano novo.

Reputation oferece-nos um pouco de tudo: músicas que ficam, músicas cujo habitat natural poderia ser a rádio e outras que se esquecem facilmente. É o segundo álbum pop de Taylor Swift e diria que não está a fazer um mau trabalho. Se em 1989 a transição estava a ser consumada, em reputation está mais que consumada. Contudo, gostava de a ver experimentar coisas mais arrojadas, porque se há algo em que este álbum peca é por ser um pop... previsível.

E agora uma pequena pausa para apreciar Jack Antonoff. Depois de produzir   Melodrama   com a Lorde,   Masseduction   com St. Vincent e o seu álbum   Gone Now   com Bleachers, é seguro dizer que Jack é o homem do momento. No que diz respeito a este álbum, por muito que goste de algumas das músicas produzidas por Max Martin e Shellback, - nomeadamente,  I Did Something Bad,  Don't Blame Me   e   So It Goes... - as músicas que se destacam são aquelas que Jack produz. Não é segredo que adoro o trabalho dele e posso estar a ser meio parcial... Mas a forma como ele puxa pela honestidade dos artistas com quem trabalha e é fiel a essa mesma honestidade é fascinante. Getaway Car tornou-se imediatamente na minha música preferida e não me surpreendeu quando vi que Jack era a pessoa a culpar por ela. You go, Jack!


The old Taylor can't come to the phone right now. oh why? 'cause she's dead. 

Mas será que morreu mesmo? Não e sim. Não, porque continua a ser a mesma rapariga a cantar sobre amor e sobre quem ama. Sim, porque pela primeira vez canta sobre uma relação atual, que se esforçou por esconder. Não, porque a reputação continua a persegui-la. Sim, porque ela tem consciência disso, mas já não se importa. 

Em conclusão: se estiverem à procura de um álbum pop com músicas catchy, reputation é o vosso álbum. E se forem fãs da Taylor, rejubilem porque ela está feliz, porque têm 15 músicas novas e porque podem apontar para todo este álbum quando vos disserem "ela só escreve sobre os ex" - no propósito desta conversa, ignoramos a Getaway Car

Highlights: New Year's Day, Call It What You Want, Getaway Car, So It Goes... 
Instant hits: I Did Something Bad, Don't Blame Me
Will Grow On You: End Game, Delicate, ... Ready For It?
The No-No's: Gorgeous, King Of My Heart

Já ouviram reputation? Opiniões? Is the Old Taylor dead? 


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