Sobre Outubro

novembro 06, 2017

Alguém me explica como é que já estamos em Novembro? 

Tenho pouco a destacar do mês de Outubro. Não parece Outono, não encontrei folhas amarelas no chão, não comi castanhas e usar camisolas mais grossas e casacos parecia algo que nunca ia acontecer - estou a usar uma camisola de lã enquanto escrevo isto, aleluia! 

Não foi, de todo, um mau mês. Foi, contudo, o primeiro mês em que realmente senti falta da rotina académica. Lembro-me perfeitamente de momentos em que achei que a frase "vais ter saudades" era só uma frase feita. Afinal, quem é que teria saudades daquela carga de trabalho? Eu. Eu tenho. Três anos não chegaram, posso voltar? Não? Enfim...

Sei que não vivo nos Estados Unidos da América, mas o Halloween é cool. É quase uma estupidez mencionar uma data que comemorei ao ver a Liga dos Campeões, no estádio de Alvalade, enquanto tentava lidar com uma valente enxaqueca. Em minha defesa, "mascarei-me" de miúdo de 5 anos vai à bola - usei jardineiras de ganga, uma t-shirt verde e um casaco XL. O verdadeiro highlight foi no dia anterior, quando puxei do armário a roupa que mais se assemelhava à estética de uma bruxa moderna e usei o batom mais escuro que tenho com a desculpa de que o Halloween tinha de ser celebrado. 

Em termos de conteúdo: podem ter a certeza que vi a segunda temporada de Stranger Things. Antes disso, tive tempo de apreciar o auto-intitulado primeiro álbum do Rationale e Masseduction da St. Vincent. Redescobri toda a discografia da Banks e voltei a ficar obcecada, ouvi Thinkin Bout You e Novacane do Frank Ocean demasiadas vezes e dei por mim a ouvir o álbum Speak Now da velha e morta Taylor Swift. Como se isso não bastasse, fui a um concerto do Rui Veloso - à borla e fantástico - e adicionei Hangin', um single dos Bastille, à minha colecção de vinil - win!

Agora sim, séries. Comecei a ver Mindhunter, o irmão mais velho e académico de Mentes Criminosas, e estou a achar tudo terrivelmente fascinante, ainda não acabei de ver porque sinto que preciso de estar numa determinada disposição para ver um episódio e não a tenho encontrado. O grande highlight é Stranger Things! Não descansei enquanto não acabei de ver a temporada e agora estou triste porque tenho de esperar pela próxima. Valeu a pena. Não foi perfeita, mas foi tudo aquilo que eu queria que fosse e ainda mais - talvez fale mais disso depois. 

E porque uma temporada de Winona Ryder não chegava, vi, finalmente, Heathers. Recomendo. A estética, a história e toda aquela teen angst conquistou-me por completo! E a Winona. Continuando a tendência de filmes old school, vi Weird Science. É engraçado, querido, tão humano e encantador. Obrigada, John Hughes! Vi ainda o intenso Get Out e é sem dúvida dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. E, por fim, dei um salto ao cinema para ver Thor: Ragnarok e não me desiludi nem um pouco. Sou fã da Marvel e, portanto, possivelmente, parcial... Mas vejam e tentem não rir ou não apreciar a estética. Diria que é quase impossível. 

Parece-me justo destacar que faz hoje um mês que comecei... isto. E so far so good. Embora ache sinceramente que podia ser mais regular a postar artigos, o facto de ainda não ter desistido por completo de publicar é um feito. Continuo a gostar de ter um lugar onde tenho liberdade para escrever sobre qualquer tópico e continuo a sentir-me entusiasmada por escrever. 

Quais são os planos para Novembro? Para variar, não faço ideia. Provavelmente, mais aulas de condução. 


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