Playlisting #3
março 20, 2018Senti demasiada falta de escrever um destes. Desde o último playlisting, apesar do falecimento do Meo Music - serviço que usava religiosamente, may it rest in peace -, tenho continuado a consumir uma quantidade quase absurda de música. E agora tenho em mãos a tarefa de condensar parte do que tenho ouvido... Great. Como sempre nesta rubrica, não fiquem à espera de algo coerente: é uma cacofonia para referência futura que podem ouvir aqui se tiverem muita vontade.
Hang With Me, Robyn
A Robyn conseguiu escrever das melhores letras que já ouvi na minha vida e metê-las numa das melhores músicas pop que já ouvi na minha vida. É fascinante. Já estamos da dançar que nem doidos quando nos apercebemos da quantidade de emoções que Robyn expressa num par de versos. Recomendo que ouçam também a versão acústica desta música, porque é linda - ah e uma menção honrosa para esta cover. Agora se não for pedir muito: será que ela pode lançar a Honey, porque preciso de mais Robyn na minha vida.
Curaçao, Emma Bale
De vez em quando, o Spotify apresenta-me a músicas que combinam tudo o que gosto. Esta é uma dessas, estava perdida no fundo de uma playlist antiga, puxei-a para fora e estou muito feliz com a minha re-descoberta. A letra e o ritmo... é magia. Gosto muito e permitem-me que finja que sei dançar.
Somebody Else, The 1975
Durante duas semanas foi a minha banda sonora para tudo. Onde eu ia, Somebody Else ia também. É possível ter existido toda uma performance de Somebody Else no meu quarto - a que ninguém assistiu para seu próprio bem. É das melhores coisas que o pop me ofereceu nos últimos tempos. Bom ritmo, boa melodia e boa letra: the whole package.
Human Touch, Saint Clair
Eu preciso que a Saint Clair faça mais música porque já consumi tudo o que ela fez mais de 1001 vezes. Human Touch , a última música que lançou - em Novembro, do ano passado - é misteriosa, cool e bastante viciante e um bom resumo de tudo aquilo que ela é capaz de fazer. E a voz dela é maravilhosa. Agora preciso de ir ouvir tudo o que ela fez outra vez. E dançar de forma interpretativa.
Turn, The Wombats
Vocês nunca vão perceber o quanto me custou escolher uma única música deste álbum - isto é o Sophie's Choice, mas comigo em vez da Meryl Streep. Quando foi lançado como single (antes do álbum), Turn era a minha companheira nas caminhadas para as aulas de condução. Se alguém se cruzou comigo e me ouviu a cantar isto... desculpem, mas esta música
All I Have, Charlie Barnes
É sobre continuar com as mesmas crenças/plano de ação mesmo quando parece ser fútil. E isso dá-me conforto à alma. E o Charlie é super talentoso. Não consigo fazer mais jus a esta música. Ouçam e digam-me qualquer coisa.
Bonus Track: Visions of Gideon, Sufjan Stevens
Call me By Your Name é dos melhores e mais bonitos filmes do ano e isso reflecte-se a nível musical. Mystery of Love foi nomeada para um Óscar e é das coisas mais lindas que já ouvi. Dito isto, sinto que Visions of Gideon é igualmente merecedora de reconhecimento. A cena final do filme ainda me assombra e eu culpo o Sufjan. Para além disso, sou uma sucker por músicas bonitas e incrivelmente tristes.
And there we have it: sete pedaços da minha banda sonora nos últimos tempos. Podia ter escolhido mais 20 músicas, mas ficam para uma próxima. Se, entretanto, me quiserem mandar mixtapes, os comentários estão sempre abertos!

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